Monumentos e Esculturas: Arte, História e Identidade em Barra Velha
Barra Velha reúne monumentos e esculturas que expressam fé, memória, tradição e contemporaneidade. Espalhadas pela orla, pelo centro e às margens da rodovia, essas obras qualificam a paisagem urbana e fortalecem a identidade cultural do município. Assim, transformam espaços públicos em pontos de referência turística e simbólica.
Estátua da Liberdade (Havan – BR-101)

Localizada às margens da BR-101, a Estátua da Liberdade da Havan é um dos marcos visuais mais conhecidos da cidade. Com aproximadamente 57 metros de altura total, incluindo o pedestal, destaca-se entre as maiores réplicas do monumento norte-americano no Brasil.
Inaugurada em 2011, a estrutura integra o complexo da loja matriz da rede Havan. Além disso, reproduz os principais elementos da obra original concebida por Frédéric Auguste Bartholdi, em Nova York. Dessa forma, tornou-se ponto de parada para visitantes e referência geográfica para quem trafega pela rodovia. Ao mesmo tempo, reforça o posicionamento de Barra Velha no cenário turístico do litoral norte catarinense.
Cristos Redentor (Morro do Cristo)

No topo do morro, a cerca de 40 metros do nível do mar, estão duas réplicas do Cristo Redentor. As imagens são inspiradas no famoso Cristo Redentor do Rio de Janeiro, mas possuem sua própria história local.
Antes da versão maior, Barra Velha já tinha uma primeira estátua do Cristo, doada pelo empresário Walter Becker. Essa estátua mais antiga já marcava o cenário da cidade na década de 1970 e até apareceu em produções televisivas nacionais.
Posteriormente, entre 1998 e 2000, a estátua atual com mais de 10 metros de altura, foi construída pelo escultor José Cristóvão Batista, somando-se a primeira versão. Desde então, ela recebeu visitantes de diversas partes do Brasil e do exterior. Assim, a presença da estátua consolidou o nome do local como Morro do Cristo, substituindo nomes anteriores relacionados apenas à elevação geográfica no centro urbano.
Do mirante, o visitante observa a Laguna de Barra Velha, a Praia Central, a Praia do Tabuleiro e parte da expansão urbana. Assim, o morro contribui para a leitura territorial do município. Além do simbolismo religioso, o espaço tornou-se um dos pontos mais fotografados por moradores e turistas.
Estátua de Iemanjá, Cruzeiro dos Náufragos e Sereia Janaína (Costão dos Náufragos)

Localizados no Costão dos Náufragos, entre a Praia Central e a Praia do Tabuleiro, estes monumentos dialogam diretamente com o oceano, religião, história, tradição oral de pescadores e moradores antigos.
A imagem de Iemanjá representa a diversidade religiosa e a forte relação da cidade com o mar. A escultura serve de referência para manifestações culturais e celebrações dedicadas à Rainha do Mar. A Sereia Janaína acrescenta um elemento lúdico ao conjunto de esculturas da orla. A obra representa o imaginário marítimo e as lendas do litoral brasileiro. O Cruzeiro dos Náufragos marca historicamente o Costão. Ele está associado ao naufrágio ocorrido em 1865, no período imperial, episódio que deu nome ao local. A cruz simboliza fé, memória e respeito às vítimas do acidente marítimo.

Transformando o Costão em uma galeria a céu aberto, essas imagens integram arte e paisagem natural, reforçando a identidade marítima de Barra Velha, tendo ainda mais destaque turístico e fotográfico, especialmente ao entardecer.
Estátua do Pescador (Praia do Grant)
Na Praia do Grant, em Itajuba, a Estátua do Pescador homenageia a pesca artesanal, atividade que marcou a formação econômica do município. O monumento valoriza o trabalho dos homens do mar e preserva essa tradição.
Posicionada próxima à área tradicional de embarque e desembarque das canoas, a escultura simboliza resistência cultural. Além disso, remete a práticas como o cerco da tainha, ainda presentes na memória coletiva. É dali que é realizada uma das saídas para a Travessia até a Ilha do Grant
Estátua do Pescador e Canoa (Porto de Pesca Artesanal João Emílio Henrique)

Localizada no Porto de Pesca Artesanal, na área central da cidade, estas esculturas prestam homenagem direta aos pescadores do mar. Inseridas no ambiente real de trabalho, anexas ao Porto de Pesca da Praia Central, como é mais conhecido, a obra aproxima arte e cotidiano. Reforçando, a a herança açoriana e a tradição das canoas de um pau só, elementos centrais da identidade barravelhense.
Eu❤️BV e Escultura do Coração (Praia do Tabuleiro)
Instaladas na orla da Praia do Tabuleiro, ambas esculturas se tornaram rapidamente os pontos mais fotografados da cidade. Além do apelo visual, os monumentos representa uma estratégia contemporânea de valorização turística. Criando cenários interativos e convidativos, fortalecendo o vínculo afetivo entre moradores, visitantes e paisagem. Não deixe de registrar sua foto quando passar por um desses monumentos.
Estátua do Surfista (Costão das Pedras Brancas e Negras)
Localizada no Costão das Pedras Brancas e Negras, a Estátua do Surfista simboliza a forte identidade de Barra Velha com os esportes náuticos. A escultura se integra às formações rochosas claras e escuras que caracterizam o local.
Ao dialogar diretamente com o mar, o monumento representa juventude, estilo de vida praiano e vocação esportiva. Assim, amplia a narrativa histórica da cidade. Além da pesca e da religiosidade, Barra Velha também afirma sua relação com o surf, o lazer e a contemporaneidade.
Busto de Lauro Carneiro de Loyola
Situado na praça que leva seu nome, Praça Lauro Loyola, o busto homenageia o ex-deputado federal Lauro Carneiro de Loyola. A obra reforça a memória política e institucional do município.
Além disso, posiciona a praça como espaço cívico central. O local recebe eventos oficiais e manifestações comunitárias, consolidando-se como ponto de encontro da vida pública.
Barra Velha transforma arte, fé, história e tradição em marcos que qualificam sua paisagem e fortalecem sua identidade cultural. Cada monumento expressa uma parte da trajetória do município — do mar e da pesca à religiosidade, do desenvolvimento à memória política — compondo um roteiro urbano que valoriza o patrimônio, impulsiona o turismo e celebra a essência barravelhense.
